sábado, 17 de abril de 2010
Divo do mês
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Dias úteis
Acordar sem vontade, batalhar com a inércia do corpo e correr para o trabalho, rever e concluir o relatório de actividades, dar duas de letras com dois ou três utentes, meter uma bucha no bucho e ir de rajada para Braga, encontrar a escola de Direito no Pólo Universitário, esperar pelos outros convidados (maldizer o institucionalizado atraso de uma hora para começar seja o que for neste país), intervir num prós e contras sobre adopção por homossexuais, tentar levar a melhor, regressar com o cansaço no bolso, aterrar no sofá, descontrair com tarefas culinárias (jantar mais bolo de mel e noz) e o tal do amor. Uma quinta-feira como outra qualquer.
terça-feira, 13 de abril de 2010
My lives, de Edmund White

Uma autobiografia de alguém que admiramos exerce sempre (pelo menos para mim) uma atracção indefinível, porque nos permite partilhar a sensação de diálogo murmurado, uma ilusão de intimidade com maior validade do que um simples par de encontros sociais. Passamos (ou desejamos passar) a conhecer essa vida de uma forma particular, como se dentro de um clube exclusivo. Entregues a essa ilusão, abandonamo-nos ao prazer da leitura. Edmund White, um autor de escrita já de si de cunho autobiográfico (mesmo quando ficionada, a sua literatura bebe na experiência da vida, da juventude, com "A vida privada de um rapaz" ao amadurecimento, com "Um homem casado" e "Sinfonia a Despedida", todos imprescindíveis), entrega-nos um retrato desarmante de franqueza, com uma mestria insuperável neste registo. Raras vezes (ou nunca) me deparei com uma história de vida descrita de forma tão crua e despida de censuras, tão majestosamente humana.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Dar música
Depois de um fim de semana bem preenchido de tios a cargo com as sobrinhas, e de outro com uma Páscoa à maneira (isto é, sem crucifixos e com bons repastos com amigos e familiares), os dias correm na sua deliciosa vulgaridade, agora tingidos de Primavera e com horário solar alargado: trabalho, corridas na praia e na marginal, acompanhamento das obras, leituras e namoro. É certo que a capacidade de exprimir ideias se reduz consideravelmente nestas alturas, pelo que não me resta senão dar-vos música (e que música!).
sexta-feira, 2 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Viver da vida
Ontem, uma sessão para três turmas de nono ano em Arco de Baúlhe (vão ver no mapa) sobre orientação sexual e identidade de género; hoje à noite, uma sessão sobre educação sexual para pais na Junta de Freguesia da Afurada. Palestra, debate, conversa. Eu devia era fazer vida disto...
quarta-feira, 24 de março de 2010
Frases de antologia
"She had been too unhappy, too obsessed with her work and men, too alcoholic to be the serene, all-giving, nothing-taking goddess for whom our society reserves the label 'Good Mother'."
in My Lives, autobiografia de Edmund White (referindo-se à sua mãe)
in My Lives, autobiografia de Edmund White (referindo-se à sua mãe)
domingo, 21 de março de 2010
Desaforismo #5
Se trabalhamos todo o santo dia para viver e poder fazer aquilo que gostamos, não se deveria chamar antes passatempo ao período laboral?
Retrato de Major Tom pela Andreia, de 12 anos

(parece que está na hora de fazer a barba e tosquiar as guedelhas...)
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Corrida do dia do pai
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
A Single Man, de Christopher Isherwood

Um homem perde o seu amante, companheiro de vida. No processo de perceber o impacto, o luto impossível torna-se o motor de uma transformação: nunca mais somos os mesmos depois de uma fractura destas; passamos a ser outra frágil entidade, que se despede da vida com a mesma velocidade com que se tenta agarrar ao que lhe resta, que é o desencanto como ponto de partida. Um texto sentido e económico na sua eficácia emocional, que nos traduz esta realidade dando-nos ao mesmo tempo um personagem completo como poucos na literatura.
Educação LGBT para adultos
Num mês em alta para o Projecto Educação LGBT da rede ex aequo, visito a escola onde a mana dá aulas para uma pequena palestra com turmas de adultos em formação pós-laboral. É interessante perceber que as dúvidas são diferentes e existe uma percepção muito mais presente da mudança de perspectiva perante a homossexualidade e a 'diferença' de uma forma global. De resto, mostraram muito interesse por tudo o que se discutiu, com algum destaque para as novas configurações familiares e para o facto de existirem pais que se organizam para partilhar experiências de coming out dos filhos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Biblioteca Humana #2
Outra escola: quatro turmas de 9º ano. Caras imberbes, entre a criança e o adulto, no limbo da identidade. Alguns envergonhados, outros descarados, uns embrulhados e outros resolvidos, são o retrato da juventude. Fazem perguntas estranhas e mostram ignorâncias antigas, mas estão abertos à mudança e fazem-me acreditar um bocadinho no futuro.
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
O perigo da história única
Se tiverem 19 minutos para dispensar, espreitem esta bela palestra sobre o perigo dos relatos únicos na forma como olhamos para a cultura do 'outro'.
sábado, 6 de março de 2010
Má educação cinematográfica num número indeterminado de excertos #1
in The Company of Wolves, de Neil Jordan
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
O consolo da filosofia, de Alain de Botton

Outro livro de divulgaçao e timbre hibrido, com um passo na cultura herudita e academica classica e outro nas referencias populares, corriqueiras, seguindo o mote de que o conhecimento deve servir o proposito do auto-conhecimento e da felicidade, e assumindo a necessidade de um trabalho de traduçao e clarificaçao. Socrates, Epicuro (na imagem), Seneca, Montaigne, Schopenauer e Nietzche, passam o crivo da contemporaneidade pela batuta bem disposta mas pertinente de Botton. (entretanto, o meu teclado deixou-me sem acentuaçao e ainda nao percebi como a recuperar)
quarta-feira, 3 de março de 2010
a máquina de fazer leitores

Um livro é um monólogo interior que o leitor estabelece com as palavras que o escritor deixou no papel depois do seu próprio solilóquio. Juntas, as duas vozes formam muitas vezes um diálogo de surdos. Outras vezes, raras, acontece uma outra coisa que aquece a alma e apetece partilhar com todos como que a dar beijinhos. Como este "a máquina de fazer espanhóis", bicho literário que já contagiei a amigos, familiares, colegas, um cabeleireiro, uma assistente social e uma senhora que faz apoio domiciliário (uma dessas bravas profissionais que provam que a relação relevância profissional/reconhecimento monetário está invertida neste país e que me disse não se importar nada com os palavrões e que já levava a leitura a meio no segundo dia).
segunda-feira, 1 de março de 2010
Requisitem-me, sou um livro

A partir de amanhã e durante todo o mês de Março nas escolas de Valongo, numa iniciativa com a parceria da câmara municipal e do Projecto Educação LGBT da rede ex aequo, entre outras associações.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Quase post

Este ia ser um pequeno post sobre um pequeno livro. Mas escrevê-lo, ao post, trouxe à memória o momento em que o li. Ao fechá-lo, ao livro, reparei nesta senhora sentada na berma da piscina. Sobredimensionada no seu maillot preto, olhava para a água com ar de quem tinha deixado algo de importante no caminho. Demasiado tarde, estava longe de casa, o livro estava lido e o post estava escrito.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Quase a preto e branco*
Aritmética hidrófila
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Desaforismo #3
Entre um chefe e um amigo vai a distância de um castigo. Quem isto não sabe ver, nunca se irá resolver.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Animação e ciência

Na próxima quinta-feira, às 21h30, no Passos Manuel: sessão de curtas de animação comentadas. Mais info aqui.Entrada livre. Vêmo-nos por lá?
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Poesia ilustrada #2
sábado, 20 de fevereiro de 2010
"O diário da viagem" #3

Pedro Fernandes, ilustrador de ciência (e não ilustrador científico, como frisou, para se distanciar do determinismo do termo), mostrou-nos os 'seus' bichos, pontuando com pequenas contextualizações do trabalho de campo desenvolvido.
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E, finalmente, Margarida Boto, educadora de infância, que utiliza essencialmente a técnica da colagem e que nos mostrou extraordinários exemplos do potencial criativo das crianças, utilizando o mesmo suporte.
No final, um animado debate sobre o lugar do desenho na arte e no ensino (afinal, era uma plateia quase só de professores de educação visual), moderado pelo craque dos diários gráficos, Eduardo Salavisa.
"O diários da viagem" #2

Primeiro, Telmo Castro, arquitecto, para quem o diário gráfico é uma indispensável ferramenta de registo (as mãos eram o elemento mais expressivo).
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Depois Mário Bismarck, professor de pintura na FBAUP, que nos deu uma pequena lição sobre os magníficos cadernos de Henrique Pousão, que reflectem o seu fulgurante e prematuro percurso académico.
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