Storyboard em curso...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Nápoles 2010
Não há como explicar em palavras uma cidade que tem de ser vivida com todos os sentidos bem despertos. Novidades neste regresso incluíram, entre outras, uma visita guiada à Nápoles subterrânea, festas de estudantes em palácios com pelo menos 4 séculos de idade, manifestações de trabalhadores e de multidões queer, degustações gastronómicas e uma visita ao mítico Teatro San Carlo para um bailado contemporâneo. Contas feitas, é o mais surpreendente e subvalorizado recanto de Itália.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Museo Archeologico Nazionale
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Senhora ministra
Vi-a ao vivo há dias a louvar a iniciativa, a tal que fala das oportunidades para todos. A seguir a si falou o primeiro, no tom oco dos primeiros. Gostava de lhe apresentar um senhor. O sr. x é um funcionário da nossa autarquia. Se desempenha o cargo com brio desconhecemos. Só conhecemos o seu percurso na iniciativa: há uns anos (poucos) atrás, pediu transferência para o nosso centro. Trazia no currículo a 4ª classe e uma validação parcial do 6ºano através do famoso processo de reconhecimento e validação de competências. Louvamos-lhe o esforço, disponibilizamos-lhe alguma formação e a custo e com muita boa vontade lá lhe completamos o 2º ciclo, apesar da tenacidade da figura, que invocou santos e altas patentes políticas para que lhe concedêssemos o 9º (recordo que chegamos a ter a honra da visita da mãe do senhor presidente a interceder a seu favor). Como nestas coisas gostamos de ser colaboradores e transparentes, dissemos-lhe que nada feito, e que passasse bem. Por portas travessas, descobrimos recentemente que a esposa do senhor era nossa cliente, quando no seu portefólio, entre fotos de baptizados e comunhões, nos apareceu aquela cara familiar. Prontificou-se a esclarecer que ele já tinha nesta altura completado o 12º ano sob os auspícios de tão inovadora modalidade que o ministério da educação em boa hora decidiu assumir como sua. Consultando o seu cadastro, concluímos que tinha passado por nada menos do que 4 (quatro!) processos de RVC. Pondo de parte a capacidade empreendedora do senhor x, reconhecemos admirados a infinita flexibilidade de um sistema que assim sim, pudemos considerar rápido, eficaz e indolor. Mas, senhora ministra, apesar da eloquência da sua intervenção, não a ouvi dizer que entre os valores que este governo mais preza estavam a sacanice e a mentira. É que só assim poderíamos vislumbrar uma coerência entre os fins e os meios e erguer as mãos para um aplauso merecido.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Ala Kalandraka
Esta ano era a banca mais atraente da Feira do Livro. Da editora Kalandraka saem clássicos de literatura, sobretudo pequenas pérolas de simbiose texto-ilustração como o exemplo da imagem, uma reunião de contos de uma fantasia mágica mas (ao contrário de muita edição que confunde literatura para a infância com acefalia) com cabeça, tronco e membros e, portanto, recomendável para crianças de todas as idades. Na véspera de outra oficina, desta vez com o Rui Vitorino Santos, já quase só penso com traços e cores.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Stromboli B/W

As ilhas são lugares de magias várias. Comprovei-o no regresso a Stromboli, quando, sob o olhar quase resignado dos residentes e a atitude assustada dos forasteiros, o vulcão relembrou a todos a sua condição de mortais, expelindo três bolas de fogo que incendiaram metade da encosta. Num giro de barco à volta da ilha, o pescador-guia agradeceu ao vulcão por cada manifestação de vida. Essa magia é o seu ganha pão.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Filho pródigo...

Enquanto aguardava pela entrevista de selecção de mestrado, fui tentando não me deixar afectar pelo ambiente sisudo do edifício - a Torre B da Faculdade de Letras. Áreas significativas de paredes exteriores sem azulejos que entretanto caíram emprestam um ar de desleixo ao complexo. Relembro sem saudade os tempos percorridos naqueles corredores e não me ocorrem memórias de momentos felizes durante os anos da licenciatura. A entrevista é rápida e algo vazia, coerente com o convite à apresentação de candidatura recebido no e-mail. Há uma pressão geral e não verbalizada pelo regresso à academia. Valerá a pena tentar com tão pouca empatia na mão?
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A bela Charlotte

Do tempo em que as musas eram presenças inspiradoras e povoavam o imaginário da vanguarda artística e cultural europeia, sem corantes nem conservantes digitais, havia, para mim, uma presença maior entre as maiores: Charlotte Rampling. Apanhei-a em diferido, mas nunca mais me esqueci daquele grande plano no Stardust Memories, em que ela, lavada em lágrimas, confessa para a câmara: "I just can't feel anything" (é um filme norte-americano, é certo, mas nessa altura o Woody Allen só fazia filmes a la Bergman ou a la Fellini). Era um outro tempo pessoal também, em que mergulhava no ecrã como quem procura um lar. Hoje à noite, mal posso acreditar que a vou encontrar, aqui ao lado.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Goldrapp & Peaches
Duas lésbicas maravilhosas encabeçam o cartaz do festival de Verão cá do burgo. Vila Nova de Gaia soma e segue com a ultra cool Alison Goldfrapp (aqui em versão Alice Cooper meets Olivia Newton John) e a bombástica Peaches.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Le città invisibile, de Italo Calvino
Diálogo imaginado entre Marco Polo e Kublai Khan, o explorador veneziano e o conquistador mongol, trata-se de um pequeno livro de relatos de viagem, que escondem reflexões importantes - poéticas, políticas, culturais e ecológicas - sobre as cidades, as imaginadas e as reais, arruinadas e por construir, de ocidente a oriente de todas as coordenadas. Os lugares descritos em pequenos capítulos falam sempre do mesmo lugar, esse espaço-tipo que é a urbe, definida pela pulsação que a habita e que se constrói, como se diz a alturas tantas, por oposição ao deserto que a rodeia. Devia fazer parte do programa de arquitectura e geografia do planeamento, ponto.
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Meter-se em trabalhos
Dizem que verbalizar ajuda a organizar, a identificar problemas e a encontrar estratégias para os ultrapassar. Ultimamente, infelizmente, só consigo verbalizar queixumes, e parece-me que assim só consigo escurecer o que me rodeia (e sobretudo os que me rodeiam) com o negrume que se abateu em mim nos últimos tempos. Motivos? Há-os sempre, se quisermos; acredito que o que varia é a nossa resistência à adversidade e especialmente o olhar que lançamos sobre o mundo. Sou capaz, contudo, de descortinar um foco 'infeccioso' desta espécie de angústia melancólica: o meu trabalho. Dou voltas e voltas mas por muita imaginação e alternativas que procure, não consigo apagar esta descrença estrutural num programa que perdeu há vários anos o potencial inicial. Participo em iniciativas, falo com candidatos, debato (cada vez menos) com os colegas, mas tudo parece contribuir para aumentar a reverberação de uma palavra que ecoa com cada vez mais força na minha cabeça: hipocrisia. Na era das novas oportunidades, tudo está bem desde que não se levantem ondas (quem já tentou negociar uma certificação parcial sabe do que estou a falar). Desse implícito colectivo rumaremos felizes, ignorantes de ego insuflado, para a Europa civilizada. A cumplicidade paga as contas, a cumplicidade certifica, a cumplicidade emprega, a cumplicidade compensa. Traz os mundos e fundos que promete como garantia de felicidade imediata. Mas também corrói, mina o terreno da criatividade, da perseverança, do empreendedorismo, premeia a vigarice e a espertalhice saloia em detrimento desses 'entediantes' princípios que são a honestidade e a justiça social. Procura-se, portanto, um novo olhar ou um novo emprego.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
"Lo zen e l'arte di andare in bicicleta", de Claude Marthaler

De regresso. Ao lar, à cama de casal, ao trabalho, ao tempo cronometrado, ao presente, ao enredo inescapável da realidade. Quatro dias em Nápoles mais cinco em Stromboli e um regresso de fugida por Roma. Muitas impressões e sensações, pouca vontade de registo. Insónias provocadas por uma diabólica micose nas virilhas pulverizaram os projectos de leitura, com uma pequena excepção: esta simpática reportagem filosófica sobre a odisseia do suiço Claude Marthalier à volta do globo. O título alude a um outro livro, lido há mais de uma década atrás: "Lo Zen o L'arte della Manutenzione della Motocicleta", onde, num registo romanceado, se revelava o mundo visto de uma mota. Nestes dias de canícula, e malgré a simpatia que o 'projecto bicicleta na cidade' me inspira, tenho que admitir que é aos veículos motorizados em duas rodas que reconheço maior eficácia. O que quer dizer que está na hora tirar a Vespa da garagem, consertá-la e abalar por essas ruas fora.
terça-feira, 22 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
"Amores", de Henry Green

Recomendado e traduzido pelo JMS, um belo romance, cuja acção decorre integralmente numa mansão senhorial na Irlanda durante a II Guerra Mundial. Agora editado pela Relógio D'Água, aguça o apetite para conhecer o resto da obra deste autor.
Corrida de São João
Uma hora e vinte minutos para fazer 15 km. Um prémio para o ego, que contava cumprir a empreitada em uma hora e meia. Sol, muita gente, bom ambiente e outra experiência positiva. O circuito de provas portuguesas cresce a olhos vistos e dá vontade de só viajar para sítios onde se consiga tirar o gostinho da corrida.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago (1922-2010)

Lidos:
- Levantado do Chão
- Memorial do Convento
- O Evangelho Segundo Jesus Cristo
- A Caverna
- Todos os Nomes
- Ensaio sobre a Cegueira
- A Jangada de Pedra
Contas feitas, é muita hora de leitura, toda ela recomendável. E o que se vai dizer e ouvir dizer sobre a personagem, agora que a fonte secou, não tem a bem dizer importância nenhuma.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Viaggio in Italia
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Alguém me explica...

... porque é que temos que gramar com as bandeiras portuguesas a propósito de uma modalidade desportiva sobrevalorizada, ao mesmo tempo que impera o silêncio em relação aos verdadeiros campeões, como esta estampa do João Pina, que conquista campeonato atrás de campeonato de judo? A propósito disto, lembro-me sempre da depreciação do meu 'sogro' relativamente ao investimento açoreano na monocultura do leite, completamente contra o que uma racionalidade económica e ambiental minimamente avisada poderia recomendar.
Em baixo, João Pina o adversário.

Odeio mesmo...
... as nortadas todo o ano na costa do Porto e Gaia, especialmente ao tentar fazer uma corrida descansado. É de ficar piúrço (e com os bofes de fora).
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Uma corridinha pelo São João

Já se vêm os manjericos e o alho porro, cheira a sardinhas nas vielas, as varandas estão engalanadas: não há dúvida, o espírito das festas são joaninas instalou-se no burgo. Este ano, participo pela primeira vez nesta corrida da cidade. A vontade se me sentir parte de um colectivo, a possibilidade de calcorrear as ruas sem carros, a competição saudável com as nossas próprias metas, suar por uma causa social: tudo boas razões para escolher um calção sexy, apertar os cordões das sapatilhas e pôr pernas a caminho.
domingo, 13 de junho de 2010
Staying alive
Bicycle Portraits - Staying Alive from Bicycle Portraits on Vimeo.
Banda sonora perfeita para ilustrar o que é pedalar numa cidade como o Porto: ciclovias risíveis, geografia adversa, pisos trepidantes, desrespeito dos automobilistas estão entre alguns dos desafios. O vídeo ilustra uma realidade Sul-Africana e vi-o primeiro aqui.quinta-feira, 10 de junho de 2010
"Homossexuais no Estado Novo", de São José Almeida
Trabalho realizado por uma valiosa e atenta jornalista e em boa hora editado pela Sextante, pouco tempo antes de se realizar no nosso país o primeiro casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo. Trata-se de uma interessante e importante investigação, que compila testemunhos pertinentes e documentos relevantes, num registo não académico mas sabiamente eficaz e bom organizado. É como levantar o véu de uma história silenciada e completamente por fazer: a da homossexualidade em Portugal durante o século XX e, com ela, a das histórias de vida de milhares de anónimos e de figuras públicas que ajudaram a construir o percurso recente do nosso país. Destaques pessoais: capítulos dedicados às homossexualidade nas ex-colónias (incluindo no seio do exército) e à ave rara (em todos os sentidos) que foi Mário Cesariny.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Poema

Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas do próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca
Mário Cesariny (com 'ilustração' minha)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O que tem de ser...

... tem muita força! Parabéns às recém-casadas, neste dia feliz para elas e para todos os que acreditam no valor da igualdade. Os senhores das trevas, entretanto, estrebucham e, como diria uma colega de luta, começam a sair da toca (vejam, se tiverem estômago, os comentários à notícia). Há que estar atento nos próximos tempos, esta liberdade é ainda uma entidade em gestação, vulnerável e exigente.
domingo, 6 de junho de 2010
No segredo dos deuses #4

Como registo gráfico, a primeira abordagem, com caneta preta, parece-me sempre mais fiel ao espírito do retrato, seja ele de uma paisagem, objecto ou figura humana. Mas talvez nunca ultrapasse o meu desconforto com as cores senão exercitar e experimentar.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
No segredo dos deuses #2

Em Portugal, o Partido Os Verdes apresentou recentemente uma proposta de lei que tinha como objectivo aproximar a legislação relativa à prática do naturismo à existente em Espanha, isto é: "que a livre prática de naturismo possa ser feita e legalizada em sítios onde o hábito se haja implementado", dando autonomia às autarquias para deliberar neste âmbito. No país vizinho, a história do nudismo é uma de mobilizações colectivas, convulsões políticas contra o conservadorismo e em prol de uma reaproximação à Natureza. Os espaços são literalmente ocupados por uma população heterogénea e imensamente tranquila (mesmo quando lotadas, as praias são oásis de serenidade). Por cá, confesso que nunca me senti à vontade, nem mesmo nas localizações legalmente assinaladas (e já as corri todas): respira-se sempre um je ne sais quoi de tensão latente, como se a polícia dos bons costumes fosse irromper por entre os mirones a qualquer momento.
No segredo dos deuses #1

Há anos atrás, descobria, com o meu companheiro de então, duas coisas maravilhosas: a minha praia de eleição e a prática de naturismo. Aconteceu no mesmo dia, na costa da Galiza, e desde então uma força magnética impele-me para aquela baía sempre que a oportunidade surge (por exemplo, durante um daqueles feriados cujo motivo não lembra ao Diabo). Nesta esplanada, que uma visita da ASAE trataria de encerrar em dois tempos, as Estrellas de Galicia (cerveja local) acompanhada de cacahuetes são como um repasto dos deuses. A vista é qualquer coisa como esta.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pedalar, trabalhar

Ei-la, em todo o seu esplendor: castanha, com duas rodas, amortecedores atrás e à frente (fundamental no paralelo tripeiro), banquinho com não-sei-o-quê-de-gel-ou-silicone (as partes baixas agradecem), luzinha à frente e outra atrás (dá jeito para sobreviver no túnel da Ribeira), com descanso (excepto para o dono) e montes de mudanças (se alguém precisar de algumas posso dispensar umas 24). Comprada ontem, estreada hoje no percurso casa-trabalho, com o último troço cautelosamente feito a pé (para evitar novos sustos). A duração? Mais coisa menos coisa... o mesmo que com o automóvel (entre 15 a 20 minutos)! Cheguei um pouco suado (talvez em parte fruto do calor) mas já me guarneci com toalhetas húmidas (acessório comum nas carteiras de senhora) e um pequeno desodorizante, tudo guardado na gaveta da secretária. No primeiro dia, já me poupou uma multa de estacionamento (o mesmo não podem dizer os meus colegas de trabalho). Nada mau, para primeiras impressões.
terça-feira, 1 de junho de 2010
"Io sono l'amore", deLuca Guadagnino

De todos os filmes de Visconti, o grande mestre, foi d' "O Intruso", obra terminal do autor, que mais me lembrei quando vi este filme. Não são trabalhos comparáveis, apenas podemos balançar nas analogias porque os tempos, os meios e o olhar são outros. A tentativa, ainda que nem sempre lograda, de encenar uma tragédia no seio de uma família burguesa (milanesa, é preciso especificar), inclui alguns bons momentos de cinematografia, sendo os mais expressivos os menos verbalizados: a dança dos jantares e recepções, o idílio campestre, as elipses narrativas, a música, a riqueza dos detalhes. Depois há uma diva - Tilda Swinton - antiga musa de Derek Jarman e actriz transgressiva, que também produziu o filme e que o carrega com a devida majestade. Muito recomendável (em tempo de vacas magras, verdade seja dita...), sobretudo para quem é capaz de se apaixonar pela visão de uma cidade coberta de neve ou por uma luz de Verão num vestido laranja.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
"Diários da bicicleta", de David Byrne
Concluo, no mesmo dia em que reincido na bicicleta completando o circuito casa-praia da Madalena (sem desmaios!), o livro que recolhe uma série de reflexões e impressões de David Byrne (músico, artista plástico e, entre outras coisas, uma talking head) nas suas viagens sobre duas rodas. O olhar do autor aponta para múltiplas direcções: desde grandes temas como as políticas urbanísticas, os totalitarismos ou a plasticidade das linguagens artísticas e sociais, até recomendações mais prosaicas sobre segurança na estrada ou indumentárias confortáveis. Sempre com um tom irónico e inteligente (nunca maçador), suficientemente apaixonado para nos fazer ter vontade de visitar aquelas cidades e, sobretudo, encarar a 'ciclo-mobilidade' como parte da solução nas estratégias de desenvolvimento para um futuro muito próximo.
sábado, 29 de maio de 2010
"França"

A nova vaga de desenhos da sobrinha mais velha já reflecte a entrada numa etapa de vida diferente (hoje em dia cunhada de pré-adolescência). Quanto a mim, continua-me a parecer que tudo o que é feito 'fora' da alçada escolar lhes sai mais imaginativo e pessoal (mesmo quando deixa transparecer a influência dos desenhos animados, revistas de moda ou publicidade: mas não é o desenho um filtro expressivo do que nos rodeia?).
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Pedalar ou morrer
Homem que é homem não gosta de dar o braço a torcer, não é o que dizem? Pois foi o que eu pensei, em cima de uma bicicleta e a meio de uma senhora subida na viagem experimental do circuito casa-trabalho. Queria perceber quanto tempo demorava e a viabilidade 'física' da empreitada, recorrendo ao empréstimo da 'máquina' da irmã. Resultado: uma quebra de tensão e um desmaio espectacular, mesmo à entrada do edifício (eu cá não faço por menos, os meus desmaios possuem o estranho hábito de ser estrondosos). Colegas, formandos, auxiliares, porteiro, cozinheira, motorista e curiosos rodeavam-me quando despertei os sentidos, momentos antes de me levarem ao hospital para uma verificação mais exaustiva (que dispensei após duas horas e meia de espera infrutífera). Conhecendo o povo do meu trabalho, já sei que a história vai circular durante as próximas décadas sempre que me virem a aproximar com uma bicla. Mas serão um pequeno susto e o escárnio popular capazes de demover a vontade de um homem?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Teatro aprisionado

«ENTRADO – gíria prisional que se refere ao indivíduo que acaba de entrar na prisão. Pelas palavras dos actores: “ o acabado de chegar”, “o que não se pode esticar naquilo que diz”, “ o que está sempre à espera”, “o que tem que marcar território”.»
Mais informações aqui.
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