quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Le Plaisir, de Max Ophüls (1952)


O grande, grande mestre do cinema francês, resumiu nesta versão filmada de três contos de Guy de Maupassant a essência do conhecimento humano acerca do amor, do erotismo e das suas relações inevitáveis com a vida e a morte. Mon dieu, tanto para aprender daqui (poeticamente, cinematograficamente, literariamente)...

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Surpresas do Cinanima

Todos os anos há pequenas e grandes surpresas neste tão mal publicitado festival de Cinema (com letra grande). Deixo-vos com um dos favoritos pessoais deste fim de semana.

Uma casa na baixa


Para conhecer os trabalhos em que se vão meter dois caxopos às voltas com a recuperação de uma casa na baixa, é só tocar na batente da porta. Visitem e comentem.

sábado, 14 de Novembro de 2009

"o remorso de baltazar serapião", de v.h.m.


Na senda do reencontro com a nova literatura portuguesa, investi numa pequena (e muy bonita) edição deste romance de valter hugo mãe, em que se relatam as aventuras e (sobretudo) desventuras de uma família proscrita em registo medieval. Aqui trata-se o amor, a violência, a morte e a superstição, numa escrita barroca e superlativa.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Alerta:




Já agora, o Cinanima também já começou!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Visões de sobrinha


Os tios, eu e o parque.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Mais uma corrida, mais uma viagem...


O tempo chuvoso desconvidava a sair de casa, mas a partida via-se da janela e a mole humana que já começava a aquecer encorajava. O resultado foram 14 km (a distância amigável, que a maratona fica para outros campeonatos) de prova divertida, em que repeti o modus operandi habitual: começar tranquilo, no fim do poletão, e depois acelerar, mantendo um ritmo coerente, que me permite fazer todo o percurso com ultrapassagens. Psicologicamente, é um triunfo, e a boa disposição geral ajuda sempre à festa (hoje incluía até um corredor vestido de frade franciscano, com uma cruz gigante a abençoar os corredores). E foi assim, durante uma hora e nove minutos exactos, antes de me recolher aos braços do mais que tudo e ao consolo de roupas secas e bebidas e comidas retemperadoras. Tudo se passou aqui.

Letras turinenses


Poderá a escrita matemática funcionar como um prelúdio da escrita literária? "A solidão dos números primos", um belo romance de leitura ágil e cativante, com cores transalpinas, escrito por Paolo Giordano, um jovem físico na sua estreia nas letras, parece querer provar que sim. O que poderá significar uma de duas coisas ou ambas: as letras são uma arte mais lógica do que aparentam, ou as ditas ciências duras também são feitas de felizes improbabilidades e incertezas.

Do baú

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Morder-te o coração


Com este título, Patrícia Reis designa um corpo de trabalho em prosa apaixonada, num registo frequentemente próximo de uma poesia livre de espartilhos, mas sem devaneios formalistas: aqui vai-se direito ao assunto, e os personagens são o que a história lhes dita, ainda que o próprio leitor pouco fique a saber sobre a sequência de acontecimentos propriamente dita. Há algo que me agrada em tudo aquilo, como se só pudesse ser escrito por alguém que maltratou o coração, sobreviveu, e encontrou o tom certo para descrever a experiência. Era o próximo livro a ser 'conversado' na comunidade de leitores aqui ao lado, mas a revanche das amígdalas deixou-me de novo a braços com três dias de febre, suor e drogas.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Aforismos sobre a visão

Tudo o que vemos são formas de olhar.
O contorno é que policia a visão.
O esboço é um olhar que não quer acabar.
Cegar é ceder à visão.


Proposto aqui.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Do baú

o sol repousa na nossa nudez
e o teu sorriso
sobre as missangas italianas

tudo neste momento nos empurra para a luz
e aquece esta casa que nos habita

não abras nenhuma janela
o meu choro pode querer voar
e espraiar-se sobre a cidade

não abras a boca
que somos este gesto silencioso e contínuo

atravessa comigo a dor
e apaga o meu rasto
quero-me perder outra vez

se a tristeza nos chamar
estamos ocupados a escolher o futuro


Julho de 2005

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

A vida dos cabelos #4


Prancha 4

Under Capricorn, de Alfred Hitchcock


Mesmo aos grandes mestres não são perdoados desvios. Aparentemente, este belo melodrama de época, feito de um ritmo lento e longos planos-sequência, uma peça de câmara sem grandes arrojos formais, não terá sido bem recebido por um público habituado ao estilo suspense/intriga de A.Hitchcock. Mas é bom vê-lo com os olhos de hoje, sem preconceitos, e deslumbrar com a ebulição daquelas almas em confronto.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

À espera no centeio, de J.D.Salinger


Há uma passagem engraçada neste livro, quando o protagonista imagina como projecto pessoal, para um futuro que não se adivinha promissor (é um adolescente expulso do colégio e que deambula pela cidade antes de decidir o regresso a casa), ser um jogador numa situação imaginária: ele seria o que estaria escondido no centeio junto ao precipício, à espera dos desafortunados que correm para o abismo para acabar com a sua vida. Como se nos dissesse, o autor, que só conseguimos viver nesse interstício, entre um ideal altruísta e a nossa compulsão para a destruição.

domingo, 18 de Outubro de 2009

Pernas para que te quero II

E foi assim, sempre junto à beira-rio, numa hora, quarenta e sete minutos e cinquenta e três segundos, que acabei a minha primeira meia maratona. Estranhamente, com vontade de repetir a experiência (assim que passe esta sensação de atropelo no corpo). A alma? Lavadinha!

sábado, 17 de Outubro de 2009

Filosofia de w.c

"Sorria, você não está a ser filmado."
in w.c. edifício da reitoria da UP, 4º piso.

Pernas para que te quero


Faltam exactamente 24 horas (isto de ter metas destas é de um tipo quase esquecer as agruras da vida).

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

A vida dos cabelos #3


Prancha 3

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Cândido versão táctil


"(...) Conegundes, de dezassete anos, era corada, fresca, gorda, apetitosa. O filho do barão parecia em tudo digno do pai. O perceptor Pangloss era o oráculo da casa e o pequeno Cândido escutava-lhe as lições com a toda a boa-fé da sua idade e do seu carácter." Todos se encontravam, arrepanhados de frio, na áspera rugosidade do salão, arranhando-se discretamente entre si.
Exercício-proposta no âmbito dos Cinco(Mil)Sentidos